Envolver-se em uma colisão já é desagradável, mas pode ficar muito pior e o prejuízo pode ser muito maior, se não agirmos corretamente.
Após envolver-se em uma colisão, é preciso ter bom senso e calma, especialmente se não houver feridos, mas apenas danos. Se você estiver inocente, deve fazer provas e pedir indenização ao culpado, primeiro amigavelmente, depois, se não der certo, por meio de um advogado. Para isso você deve se preocupar em fazer prova, tanto da sua inocência, como dos prejuízos. É o que ensinaremos neste e no artigo seguinte.
Se for culpado, pode sair mais barato reconhecer sua culpa. Se assim for, a melhor atitude é pedir que a vítima envie seu veículo para conserto em oficina de sua confiança, onde você pode discutir o preço. Se isso não ocorrer, ela pode escolher uma outra oficina, não perder tempo discutindo preço e ao final pedir uma nota fiscal e cobrar de você: a) o total despendido no conserto,b) desvalorização do veículo em até 15% , se o estrago for grande; c) indenização pelo que perder ou deixar de ganhar nos dias em que ficar sem o carro; d) dano moral.
Evidente que você tem os mesmos direitos e então pode ser até bom que você não faça acordo apenas pela reparação do veiculo, pois várias outras verbas podem ser reivindicadas.
CONSERTO
Se você for culpado pela colisão, o conserto do carro da pessoa inocente pode ser um boa solução. Se ela o levar para consertar, pode sair muito mais caro e nada impede que ela aproveite para fazer outros reparos e coloque tudo na nota fiscal como se só tivesse consertado o dano da colisão.
DESVALORIZAÇÃO DO VEÍCULO
Todo mundo sabe que um carro que sofreu colisão se desvaloriza. Quem tiver seu carro abalroado e razoavelmente danificado, pode pois pedir indenização por essa desvalorização, geralmente entre 10% a 15%. Se a perda é total, a indenização tem que ser pelo total. O cálculo de quanto vale um veículo pode ser feito pelas avaliações publicadas em jornais ou revistas.
PERDAS E DANOS
Suponhamos que o carro é de uma senhora que o use para levar as crianças na escola e no restante do dia em seu trabalho como vendedora.
Se o carro ficar parado por vinte dias, até ser consertado, essa senhora poderá pedir recibo dos taxistas que levarem as crianças e depois incluir no pedido de indenização contra o causador do acidente.
E também pode incluir o que deixou de ganhar como vendedora, por não ter o carro. Se sua remuneração média era de R$ 100,00 por dia, ela tem direito a R$ 2.000,00.